A ILHA DA MORTE


Você já deve ter ouvido muitas histórias fantásticas, incríveis, macabra e assustadoras, não é? Mas, o que tenho agora para te contar também é incrível e assustador.  Porém com uma grande diferença. Não é uma história de ficção. É fato real.

Todos os detalhes que aqui se encontram são a mais pura e indiscutível verdade. Preparado (a)? Então venha conhecer bem de perto a história da Ilha da Morte e a mais temida predadora das jararacas.

E surpreenda-se com os casos de vida e de morte deste lugar.

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Ilha da Morte ou Queimada Grande – Onde fica?

Localizada em Itanhaém no litoral paulista, a Ilha da Queimada Grande foi apelidada por muitos como Ilha da Morte. É famosa mundialmente. Não pela sua paisagem ou por ser um local de visitação turística, mas pela sua ilustre moradora, a jararaca ilhoa.

Ela não está só. Muito ao contrário, vive cercada por milhares de companheiras da mesma espécie. Na ilha não há lugar para mamíferos. Estes répteis dominam o ambiente. São donas absolutas do pedaço. A Ilha da Queimada Grande é o habitat natural de milhares de cobras da espécie jararaca Ilhoa.

Estimava-se que há 12.000 anos passados existia o mínimo de 15 serpentes por metro quadrado. Hoje, devido a predação ilegal para o tráfico desses animais, supoe-se que a população de serpentes habitantes devem estar em torno de 0,0065% / m2, cerca de 2.795 serpente ou menos em toda ilha.

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A Ilha da Morte e do Medo

A Ilha é uma encosta rochosa. Costão rochoso, formado por terreno acidentado e irregular. Não existe água potável e tudo o que é necessário à vida tem que ser trazido do continente. São 430.000 m2 de rochas.

O caminho é pouco transitável, repleto de mato, com trilhas íngremes.  O calor é intenso e as tempestades são constantes. Diferente de outras ilhas, lá não existe nenhuma praia. Isto dificulta o desembarque dos que ali vão.

Apenas a parte sul oferece alguma condição de acesso. Mesmo assim, todo cuidado é pouco, pois as pedras são revestidas por um limo verde e escorregadio.

Isto quer dizer que até para pisar o solo da ilha é preciso coragem. Ela é cercada por penhascos e rochas onde as ondas do mar se quebram com fúria. Diante da dificuldade de descer à ilha foi improvisado, com espigões de ferro, um atracadouro.

A presença humana é rara apesar da paisagem verde encantadora. O desembarque de turistas ou visitantes comuns é proibido por lei. E isto não acontece por acaso. A presença de qualquer outra pessoa que não seja pesquisador, biólogo ou cientista, certificado pelo Ministério do Meio Ambiente, só ocorre mediante expressa autorização do Instituto, responsável pelo local.



Jararaca Ilhoa –  habitante da Ilha da morte

A jararaca Ilhoa se estabeleceu na ilha da queimada grande há milhares de anos. Ela é a principal moradora desde a era glacial que ocorreu entre 10 a 12 mil anos atrás. Neste período de glaciação a região ainda não era uma ilha. Era apenas um morro ligado ao continente e na área habitavam serpentes da espécie Bothropoides jararaca (jararaca comum).

Nesta ocasião, o local se transformou em ilha devido a elevação no nível do oceano. As serpentes que ali viviam ficaram ilhadas, sem ter o que caçar para comer. Mas foi rápida sua ambientação. Ao invés de se extinguirem, adaptaram-se às dificuldades do novo meio.

Desenvolveram a habilidade de subir em árvores. E passaram a alimentar – se das aves desprevenidas que passavam em seu caminho migratório. Foi o tanto que bastou para se reproduzirem e multiplicarem-se espantadoramente.

Hoje estima-se uma média de 2 a 3 mil cobras na ilha. Além da modificação alimentar elas modificaram seu comportamento e se diferenciaram da jararaca comum, que vive no continente. Veja algumas diferenças que se estabeleceram:

 

Jararaca comum Jararaca Ilhoa
Vive no continente Só é encontrada na Ilha da Queimada Grande
Veneno letal Veneno 5 vezes mais potente do que de suas irmãs do continente.
Se alimenta de pequenos roedores, répteis, anfíbios. Quando filhote se alimenta de lesmas, lacraias, sapos. Depois de adulta se alimenta de aves.
Possui hábitos terrestres Adaptou-se à vida em árvores para caçar aves. No final de sua cauda tem uma pequena curvatura que permite que ela se enrole nos galhos.
É perigosa É perigosíssima seu veneno é capaz de matar um homem em

2 horas ou menos.




Aqui vivem outros seres. Alguns tão terríveis quanto as cobras. São formigas chamadas de “assassinas” e aranhas venenosas.

Por que se chama Ilha da Queimada Grande e porque foi apelidada de Ilha da Morte?

Alguns casos reais são relatados sobre a Ilha. Foi batizada pelo nome de Ilha da Queimada Grande, porque houve um tempo em que queriam fazer plantio. E começaram a preparar o terreno. Porém, as cobras atacavam sem cessar. Os invasores não satisfeitos com à atitude da mais ilustre moradora da ilha.

Resolveram então, atear fogo em uma grande porção de terreno com o objetivo de espantar as cobras. O fogo ergueu-se tão alto que de longe se avistava. Daí o nome Queimada Grande. Mas, as queimadas foram em vão e as cobras venceram a parada. Tiveram então que desistir do cultivo na Ilha.

A partir daí outros casos foram surgindo. Muitos descreviam horrendos ataques com mortes. Um destes aconteceu após uma tempestade com um operador do farol que morava na ilha. O operador e sua família foram vítimas do ataque de numerosas cobras, que adentraram sua casa.

Morreram o homem, sua esposa e os 3 filhos. Os corpos foram encontrados pela casa. E segundo relatos da época, em seus rostos perplexos percebia-se o pavor pelo qual passaram antes da morte.  Hoje em dia o farol não é mais operado por pessoas. Foi totalmente automatizado. Sendo assim desnecessário que alguém permaneça na ilha o tempo todo.

Naufrágio, esperança e pavor na Ilha da Morte.

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Outro caso foi por ocasião do naufrágio do navio Tocantins, por volta de 1933. O navio foi a pique devido a uma tempestade. Os náufragos nadaram até a ilha. Subiram com dificuldades os costões. Suas esperanças era encontrarem abrigo e alimento e pedir e aguardar socorro.

Mas foram surpreendidos pelas terríveis anfitriãs – as jararacas Ilhoa. Dos doze que haviam escapado do mar, 4 foram picados e mortos pelas cobras. Mais 3 foram picados, mas conseguiram sobreviver. O episódio, apavorou a todos. Os jornais da época noticiaram o caso dando ao local o codinome de “Ilha da Morte”



Ilha da Morte e o Mar de Vida

A ilha é surpreendente. Em torno do temível serpentário que é a parte terrestre, fica o mar muito azul. Quem mergulha em suas águas quase não acredita no que vê.

Abaixo da superfície na Ilha da Morte. Um maravilhoso cenário de vida marinha de beleza impressionante se avista. Uma imensidade de peixes, arraias e outros seres marinhos, nadam tranquilamente, compondo um paraíso sereno e belo.

A jararaca ilhoa é um réptil muito temido e com razão.

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Mas, também representa a vida na ilha. Há relatos que seu veneno é 5 vezes mais letal que o das outras Jararacas. Ela é “senhora” da Ilha da Queimada Grande, pois não tem predadores naturais. Além disso tem forte capacidade de sobrevivência. É capaz de ficar até 6 meses sem alimentar-se.

A Ilha da Morte é real. Existe e lá está com suas temíveis moradoras. À espera de quem se atrever a passar por cima da proibição e se aventurar. Você teria coragem de visitar este lugar? se for até lá, faça um bom passeio e traga lembranças.

Um grande abraço! Batista.

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3 thoughts on “A ILHA DA MORTE”

    1. Muito top mesmo, meu sonho é conhecer a Ilha da Morte. Lá sei que se há respeito por esses répteis que são incompreensíveis por humanos, animais como outros quaisquer!
      Tenho carinho e admiração por “serpente”!

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